Outro dado relevante é que a percepção do governo federal como “ruim” ou “péssimo” caiu para 38%, a menor taxa desde setembro, quando também foi registrado esse percentual. Em contrapartida, a avaliação de “ótimo” ou “bom” na administração caiu de 33% para 32%. No entanto, a consideração de “governo regular” subiu de 24% para 28%, indicando um pequeno aumento na percepção neutra sobre a gestão.
A confiança em Lula, por outro lado, permanece essencialmente estável. Ao longo das últimas quatro pesquisas, 56% das pessoas entrevistadas disseram que não confiam no presidente, enquanto os que expressaram confiança oscilaram entre 40% e 41%. Essa constância nas taxas sugere que, apesar de variações na aprovação, muitos brasileiros ainda mantêm uma visão crítica em relação ao líder.
Márcia Cavallari, diretora do Ipsos-Ipec, ressaltou que, embora haja uma leve melhora na avaliação regular do governo, o saldo ainda se mantém negativo. Para ela, isso reflete uma sociedade polarizada, onde as opiniões sobre o governo e sua performance tendem a ser fortemente consolidadas.
A pesquisa tem uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Esse estudo se torna um termômetro importante para entender a posição de Lula diante da população em um contexto político tão complicado e dividido.
Diante dessas informações, é indiscutível que, embora haja um leve crescimento na aprovação do presidente, a desaprovação e a falta de confiança continuam sendo desafios a serem enfrentados pela administração. O futuro político do presidente, portanto, deve ser alvo de observação contínua, à medida que novos fatores e eventos políticos podem provocar novas mudanças na percepção pública.





