A situação se agravou com a morte de aproximadamente 90 equinos, todos apresentando sintomas agudos antes do óbito. Durante as vistorias sanitárias realizadas na época, foi encontrada uma relação direta entre o consumo da ração e os comprometimentos clínicos e anatomopatológicos observados. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento havia identificado anteriormente a presença de monocrotalina, uma substância tóxica pertencente ao grupo dos alcaloides pirrolizidínicos, que é potencialmente nociva à saúde animal.
Jana Kelly, a perita criminal e médica-veterinária responsável por coordenar a análise, enfatizou a importância do trabalho. Segundo ela, o exame pretende identificar contaminantes que possam ter comprometido a saúde dos equinos. Além de buscar substâncias tóxicas, também será analisada a composição e integridade da ração em questão.
A coleta das amostras foi realizada seguindo rigorosos protocolos, assegurando a correta identificação e acondicionamento do material coletado. Todo o conteúdo foi encaminhado para o Laboratório de Química, onde será submetido a análises específicas e detalhadas. A equipe pericial é composta por diversos especialistas, incluindo os peritos Marcelo Velez, Amanda Lemes e Vinicius Rabelo, além do apoio do auxiliar de perícia André Lira.
A conclusão do laudo pericial, que é crucial para o andamento da investigação, depende agora dos resultados laboratoriais. Estes resultados serão fundamentais para esclarecer as circunstâncias que cercam o caso e possibilitar o encerramento do inquérito policial em aberto. Importante frisar que, além das implicações administrativas que a empresa responsável pode enfrentar, repercussões de natureza criminal também estão em perspectiva, uma vez que as mortes dos animais geraram prejuízos financeiros significativos para os proprietários envolvidos.
