Perdas Acentuadas: Fintechs Brasileiras Enfrentam Queda em Nova York, Stone Lidera Recuo de 9,41% e PicPay é Alvo de Investigação

Na última semana, o cenário foi desafiador para as fintechs brasileiras listadas nas bolsas de Nova York, refletindo uma pressão significativa sobre as ações desse setor emergente. Entre os destaques, a Stone liderou a lista de perdas, enfrentando uma queda expressiva de 9,41%, com suas ações cotadas a US$ 10,59. O contexto não foi favorável, já que a Nasdaq e a NYSE estavam fechadas na sexta-feira devido ao feriado do Juneteenth, que celebra o fim da escravidão nos Estados Unidos.

Com um recuo de 20,67% nos últimos 90 dias, a Stone tem enfrentado uma série de rebaixamentos por instituições financeiras como Goldman Sachs e Citi. Esses rebaixamentos foram motivados pelo aumento das provisões para crédito e uma notável desaceleração nos pagamentos processados, fatores que deixaram investidores cautelosos, mesmo após a empresa ter anunciado um dividendo extraordinário. A preocupação com a inadimplência e os custos elevados de crédito continua a pesar sobre os resultados financeiros da fintech.

Juntamente com a Stone, o PicPay também teve uma semana difícil, com suas ações caindo 6,71%, fechando em US$ 10,50. Apesar de um desempenho relativamente melhor, o PicPay se viu envolvido em uma crise por conta da deflagração da Operação Juro Zero, conduzida pelo Ministério Público do Distrito Federal. A investigação apura um sistema irregular que teria descontado mais de R$ 81 milhões dos salários dos servidores do governo do Distrito Federal, além de ter bloqueado cerca de R$ 90 milhões de contas vinculadas à fintech. A empresa negou qualquer irregularidade, assegurando que suas operações seguem normas adequadas.

As demais fintechs não ficaram imunes ao sentimento pessimista do mercado. As ações do Inter caíram 9,11%, enquanto a XP Inc. viu um recuo de 8,55%. O PagBank e o Agibank também tiveram performances negativas, registrando quedas de 3,82% e 7,48%, respectivamente. No entanto, o Agibank recebeu uma elevação de rating, o que trouxe um leve alívio em seu desempenho.

Curiosamente, a Nu Holdings destacou-se em meio a esse mar vermelho, com um avanço de 3%, fechando a US$ 12,71, mostrando que, mesmo em um cenário adverso, oportunidades ainda podem surgir.

Externamente, fatores como a reunião do Federal Reserve e as tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã influenciaram a aversão ao risco no mercado, especialmente para ativos mais voláteis como as fintechs. Apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor específico, os índices norte-americanos, como o S&P 500, Nasdaq e Dow Jones, fecharam a semana em alta, refletindo uma complexidade de dinâmicas de mercado que continua a desafiar os investidores.

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