Empresas como Magalu e Shopee já implementaram essa estratégia com sucesso. O Magalu, por exemplo, opera com 1.600 pontos de retirada em todo o país, sendo a maioria composta por lojas da própria rede e pequenos comércios parceiros. A Shopee, por sua vez, possui mais de três mil agências que, além de realizar a entrega, oferecem serviços de coleta e logística reversa.
Tiago Freddi, responsável pela logística da Shopee, destacou que a transformação de pequenos negócios em pontos estratégicos melhorou a distribuição e gerou novas opções de renda para esses estabelecimentos. Edson Batista, proprietário de uma papelaria no Rio de Janeiro que se cadastrou como ponto de retirada, confirmou que essa iniciativa não só aumentou o faturamento, mas também trouxe um fluxo constante de clientes a sua loja, permitindo a expansão de sua operação.
Esse modelo não é apenas uma maneira inovadora de gerar receita, mas também um serviço que atrai novos consumidores. Ricardo Pastore, coordenador do Retail Studio da ESPM, explica que a presença como ponto de retirada incrementa o tráfego nas lojas. Muitos clientes que vão buscar produtos encomendados acabam adquirindo outros itens disponíveis no local.
Além disso, as empresas estão diversificando suas operações ao formar parcerias com motoristas locais para entregas, permitindo um ganho extra aos empreendedores. Programas como o Amazon Hub Delivery estão integrando pequenos negócios à rede logística global, oferecendo uma renda adicional significativa para parceiros que realizam entregas em suas comunidades.
Essa combinação de crescimento do e-commerce com a valorização de pequenos negócios poderia não apenas transformar o cenário de distribuição no Brasil, mas também impulsionar a economia local, criando um círculo virtuoso de colaboração e desenvolvimento entre empresas e comunidades.
