Ruas, que foi o único candidato, obteve 44 votos, enquanto 25 deputados se ausentaram, uma manobra que visava boicotar o formato de votação aberto. Em seu discurso de posse, ele não poupou críticas aos opositores que tentaram impedir as eleições através de ações judiciais. Dessa forma, Ruas inicia sua gestão em um ambiente politicamente hostil e tumultuado.
O cenário jurídico permanece incerto, uma vez que o STF ainda não finalizou o julgamento sobre as diretrizes que regem as eleições para o governo-tampão, em meio a um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Atualmente, parece haver uma maioria provisória no tribunal que apoia a realização da eleição indireta com voto aberto, mas essa posição pode ser alterada antes do veredicto definitivo.
Com a movimentação política em curso, o controle do estado permanece sob a responsabilidade do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). O STF havia decidido que Couto continuaria no cargo até que a questão em tribunal fosse resolvida, mesmo com a eleição de um novo líder para a ALERJ, que normalmente seria o primeiro na linha de sucessão do governo do estado.
A Assembléia já havia votado a favor da eleição de Ruas no mês anterior. Contudo, o TJRJ estipulou que a nova eleição na ALERJ só poderia ocorrer após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) recalcular os votos do deputado Rodrigo Bacellar, que anteriormente ocupava a presidência da casa legislativa. Bacellar foi destituído do cargo após condenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições em 2022, em conexão com o scandal conhecido como “folha secreta de pagamento”. Em resumo, esses acontecimentos demonstram um cenário de incerteza política no Rio de Janeiro, onde as disputas internas e os processos judiciais moldam a dinâmica do governo.







