PCC prepara contraofensiva para retomar áreas dominadas pelo Bando do Magrelo no interior de SP, prometendo um 2025 sangrento.

O Primeiro Comando da Capital (PCC) está se preparando para uma contraofensiva visando retomar áreas recentemente dominadas pela gangue Bando do Magrelo no interior do estado de São Paulo. De acordo com informações de inteligência da Polícia Militar, nos últimos meses o grupo liderado por Anderson Ricardo de Menezes, conhecido como Magrelo ou “novo Marcola”, tem caçado pessoas supostamente ligadas ao PCC.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) aponta que pelo menos 30 integrantes da maior facção paulista foram assassinados desde o surgimento do Bando do Magrelo, que já atua em pelo menos oito cidades do estado. Para conter o avanço dos inimigos, o PCC mobilizou seus membros mais qualificados, formando a “restrita tática”, uma espécie de tropa de elite do crime.

Essa equipe de elite deverá se dirigir para a região de Rio Claro nas próximas semanas, conforme as informações de inteligência da PM revelam um ano de 2025 sangrento. A coordenação da “restrita tática” estará a cargo de Pedro Luiz da Silva Soares, conhecido como Chacal, apontado como uma das maiores lideranças do PCC fora do sistema carcerário.

Chacal saiu da Penitenciária Federal de Mossoró em outubro de 2023 após cumprir pena de 9 anos por diferentes crimes. Seu envolvimento com a Sintonia Restrita, célula responsável por planejar ataques contra autoridades, já era conhecido pelo MPSP.

Recentemente, a “restrita tática” realizou uma reunião no interior do estado para definir as estratégias a serem adotadas na nova empreitada. Autoridades ligadas às polícias Civil e Militar observam um possível enfraquecimento do PCC no tráfico de drogas em São Paulo devido à transferência de lideranças para presídios federais e ao foco na expansão internacional.

Especialistas em segurança pública acreditam que o surgimento de gangues regionais e disputas entre traficantes locais podem estar relacionadas à suposta perda de interesse do PCC nos mercados locais, em prol do tráfico internacional. O foco da facção estaria nas rotas de exportação para o mercado europeu, priorizando o lucro anual gerado pelo Porto de Santos.

Para Bruno Paes Manso, pesquisador da Universidade de São Paulo, o domínio territorial não é prioritário para o PCC, que busca controlar as redes de fornecimento de drogas para suas rotas internacionais. Assim, a facção estaria mudando sua estratégia de atuação, focando mais no mercado internacional do que no varejo de drogas local.

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