Tragédia em São Sebastião: Família de Pastor Italiano Revela Detalhes do Crime
Uma tragédia abalou a comunidade de São Sebastião, no Distrito Federal, com a morte do pastor italiano e artista plástico Orazio Giuliani, de 80 anos. Em uma conversa tocante, familiares do religioso revelaram que os dois pedreiros, responsáveis pelo latrocínio, foram contratados para trabalhar na reforma de uma igreja apenas um dia antes do crime, ocorrido no sábado, 11 de abril.
Maria Lourdes de Souza, viúva de Orazio, compartilhou as angústias e as memórias que cercam esse evento chocante. Segundo ela, Orazio havia adquirido o terreno há uma década com a intenção de realizar um projeto social, transformando-o em um espaço dedicado à fé e à solidariedade. A família reside no Jardim Botânico, e os trabalhos de construção estavam em andamento, embora lentamente.
Na quinta-feira, 9 de abril, os suspeitos, identificados como Leonardo Conceição de Araújo e seu primo Bruno Cruz de Araújo, se aproximaram de Orazio buscando uma oportunidade de emprego. Aceitando suas propostas, Orazio pediu que os dois voltassem a trabalhar na obra no dia seguinte, sem saber que isso o levaria a um destino trágico.
Durante a manhã do dia do crime, a esposa do italiano observou, através de câmeras de segurança, um comportamento suspeito de um dos pedreiros. Ele passava longos períodos deitado, e relatos de vizinhos sobre a situação a deixaram preocupada. Orazio, sempre meticuloso, havia decidido pagar apenas metade do valor acordado pela diária, uma ação que, segundo Maria, poderia ter sido o estopim para a violência.
Thiago Jatobá, enteado da vítima, ponderou que a dificuldade de Orazio em se comunicar devido à barreira linguística também pode ter contribuído para o desentendimento que culminou no crime.
A família começou as buscas por Orazio quando ele não retornou para casa no horário usual. Ao chegar ao local de construção, Maria encontrou vestígios de sangue e sinais de arrombamento, percebendo que algo terrível havia acontecido. Através das câmeras de segurança, puderam constatar que os criminosos fugiram pouco antes de sua chegada, um aparente livramento.
O caso se agrava ao se revelar que a reforma do espaço havia sido marcada por furtos anteriores, levando Orazio a tomar precauções para proteger sua obra, como cimentar equipamentos no chão. Após a contratação dos dois pedreiros, a segurança tornou-se uma preocupação ainda maior, pois a chegada de Leonardo e Bruno à obra foi motivada por uma série de incidentes e inseguranças.
Atualmente, a viúva de Orazio lida com a dor e a busca por justiça. Embora os suspeitos tenham sido presos sob a acusação de latrocínio e ocultação de cadáver, Maria expressa que a verdadeira justiça é a divina, refletindo sobre a fé inabalável de seu marido.
Neste momento, a família aguarda a liberação do corpo, encontrado posteriormente, para dar início aos rituais de despedida. O pastor deixa três filhos, netos e um bisneto, e sua história é um lembrete sombrio da fragilidade da vida e da importância de uma comunidade unida frente à adversidade.
