Para o comentarista internacional Kazue Komiya, da NHK, embora seja complicado formular um juízo definitivo, os indícios apontam para uma vitória parcial de Xi nas tratativas. Ele destacou a notável força demonstrada pela China em pontos cruciais, como as discussões sobre Taiwan e a situação com o Irã. Durante os diálogos, Xi fez um alerta sobre os riscos de uma “situação muito perigosa” caso os EUA adotem uma linha de ação equivocada em relação a Taiwan. Tal declaração foi disseminada pela agência de notícias Xinhua de forma a reforçar a posição chinesa, um movimento que Komiya qualificou como “extremamente incomum”.
Na esfera econômica, as negociações foram consideradas por alguns como empatadas, apesar dos anúncios positivos feitos por Trump sobre compras de aeronaves da Boeing e de produtos agrícolas e energéticos dos EUA pela China. Contudo, ainda paira uma incerteza quanto ao comprometimento de Pequim em atender às expectativas americanas em relação ao Irã, deixando um espaço significativo para futuras rodadas de negociação.
Os próximos meses prometem ser cruciais, com a expectativa de mais três encontros de alto nível entre EUA e China ainda neste ano. Esta sequência de negociações poderá revelar se a tentativa de um novo equilíbrio de poder será alcançada ou se a rivalidade crescente entre as duas potências continuará a moldar o cenário geopolítico. Com a presença significativa da China no palco global, fica evidente que as estratégias adotadas por ambos os países continuarão a influenciar não apenas suas respectivas economias, mas também a segurança e a estabilidade mundiais.
