Entretanto, essa evolução não se traduz em igualdade salarial. O estudo, parte do 5º Relatório de Transparência Salarial, destaca que as mulheres ainda ganham, em média, 21,3% a menos que seus colegas homens nesse setor em 2025. O orçamento médio das mulheres na hora da contratação era de 14,3% inferior ao dos homens, um aumento em relação aos 13,7% registrados em 2023. Esses números apontam para um aumento persistente da desigualdade, mesmo com o crescimento geral do mercado de trabalho, que subiu 7% no período.
Márcia Lopes, ministra das Mulheres, reiterou que a luta pela igualdade salarial vai além da simples equiparação numérica. É fundamental também considerar o papel das funcionárias e as condições de trabalho que muitas vezes não garantem os direitos já previstos. Ela destacou o impacto da cultura machista e misógina, que ainda persiste e prejudica o reconhecimento e valorização das mulheres no ambiente profissional.
Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego, concordou, ressaltando que a igualdade salarial é apenas um aspecto do que é necessário para a valorização real das mulheres nas empresas. A promoção de suas carreiras e a criação de oportunidades de ascensão são igualmente cruciais.
O levantamento também indica o crescimento do número de empresas com 100 ou mais empregados, que aumentou em 5,5% de 2023 a 2025. No entanto, a necessidade de políticas públicas que incentivem a implementação de medidas de igualdade e combate à desigualdade salarial permanece evidente.
Por fim, o relatório revela que, caso as remunerações das mulheres se equiparassem à sua participação no emprego formal, seria necessária uma elevação de R$ 95,5 bilhões anuais. Essa mudança não apenas beneficiaria as mulheres, mas também contribuiria para um crescimento econômico mais sólido e equitativo no país.







