A decisão foi tomada durante uma audiência que o Papa teve com o cardeal Marcello Semeraro, prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos. A informação foi divulgada no portal oficial do Vaticano, o Vatican News.
Nascido em 7 de janeiro de 1878, na cidade de Waregem, na Bélgica, Júlio Emílio Alberto De Lombaerde ingressou na Congregação dos Missionários da Sagrada Família, adotando o nome de Júlio Maria em homenagem à Virgem Maria. Sua jornada missionária no Brasil começou em 1913, e se estendeu por 32 anos, durante os quais ele dedicou 16 anos a projetos no Norte e Nordeste do país, incluindo trabalho no atual estado do Amapá, e outros 16 anos em Minas Gerais. Naturalizado brasileiro, o padre se destacou não apenas como evangelizador, mas também como escritor e fundador de diversas instituições religiosas e sociais.
Entre suas importantes contribuições, destaca-se a criação da Congregação das Filhas do Imaculado Coração de Maria, da Congregação dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento e da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Além disso, o padre Júlio Maria escreveu dezenas de livros voltados para a catequese e a apologética católica, além de ter participado da fundação de hospitais, escolas, patronatos, jornais e albergues destinados a ajudar a população mais vulnerável.
Sua vida chegou a um trágico fim em 24 de dezembro de 1944, em um acidente automobilístico próximo a Alto Jequitibá, Minas Gerais, aos 66 anos. O reconhecimento das virtudes heroicas do padre Júlio Maria se junta a outros decretos relacionados a causas de santos, incluindo a beatificação de 20 sacerdotes espanhóis martirizados durante a Guerra Civil Espanhola, e a declaração das virtudes heroicas de quatro religiosas notáveis de diferentes países.
