Papa Francisco marca presença inédita no G7 da Itália para discutir desafios da Inteligência Artificial e questões globais essenciais


Na próxima cúpula do G7, que ocorrerá na região de Apúlia, no sul da Itália, um fato inusitado marcará a história do grupo formado pelas sete maiores economias do mundo: a presença do Papa Francisco. Desde a criação do G7 em 1975, esta será a primeira vez que um líder religioso participará do encontro anual. O convite foi feito pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, conhecida por suas posições de extrema direita.

O discurso do Papa é um dos mais aguardados da cúpula e abordará um dos temas centrais do encontro: os desafios da Inteligência Artificial. Além disso, Francisco terá encontros bilaterais com líderes globais como o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o presidente francês, Emmanuel Macron. Também está confirmada uma conversa com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, com quem o Papa compartilha preocupações com questões como pobreza, combate à fome e proteção do meio ambiente.

Para o jornalista Iacopo Scaramuzzi, que cobre o Vaticano para o jornal La Repubblica, a presença do Papa no G7 é vista como uma oportunidade de falar diretamente com os líderes globais e conscientizá-los sobre os riscos éticos da Inteligência Artificial. Francisco pretende abordar temas como a guerra entre Rússia e Ucrânia, o conflito entre Israel e Palestina e as dívidas de países em desenvolvimento.

No entanto, Scaramuzzi acredita que alcançar consensos no debate sobre IA será desafiador, devido às diferenças expressivas entre os países do grupo. Enquanto a União Europeia aprovou uma lei abrangente sobre IA, nos EUA o debate ainda está em estágios iniciais. O Papa considera a IA tanto uma oportunidade de desenvolvimento para a Humanidade quanto uma ameaça ética, e enfatiza a importância da ética e dos valores humanos no uso dessa tecnologia.

Durante a cúpula, que reunirá líderes mundiais e representantes de organizações internacionais, temas como concorrência com a China, segurança alimentar, imigração e questões econômicas globais também estarão em pauta. Espera-se que o discurso de Francisco reforce a importância da ética, responsabilidade e valores humanos fundamentais na regulamentação e uso da Inteligência Artificial, buscando promover um desenvolvimento tecnológico que beneficie a humanidade e contribua para a paz entre os povos.

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