Em um comunicado, Cosgrave afirmou que seus comentários pessoais se tornaram uma distração do evento e pediu desculpas por qualquer dano causado. Na última segunda-feira, o ex-CEO publicou uma mensagem no X (antigo Twitter) afirmando que “crimes de guerra são crimes de guerra mesmo quando cometidos por aliados”, referindo-se à resposta de Israel aos ataques do Hamas. Essa declaração provocou reações negativas de investidores e fundadores do setor de tecnologia.
Após o incidente, Cosgrave postou um pedido de desculpas no blog do Web Summit, lamentando a “profunda dor” que causou com sua declaração. No entanto, isso não impediu o início de uma campanha pedindo boicote ao evento por parte de palestrantes e patrocinadores. Grandes empresas como Meta, Alphabet, Amazon, Intel, Siemens, Stripe e diversos investidores cancelaram sua participação. Um grupo de investidores israelenses até emitiu uma declaração conjunta pedindo boicote ao Web Summit.
Embora a renúncia de Cosgrave tenha sido uma surpresa, na semana passada ele havia indicado que permaneceria no cargo. Segundo funcionários do Web Summit citados pelo jornal irlandês Business Post, ele garantiu que o evento tinha dinheiro suficiente para continuar por pelo menos mais dois anos.
O Web Summit foi fundado por Cosgrave em 2009 em Dublin, mas foi transferido para Portugal em 2016. Ao longo dos anos, o evento se tornou uma marca global, com edições em diferentes regiões do mundo. No entanto, essa não é a primeira vez que o empresário se envolve em polêmicas. No ano passado, o festival teve que cancelar convites para palestrantes do Grayzone devido a reações contrárias às suas narrativas anti-governo ucraniano.
Apesar dos contratempos, o Web Summit continua sendo o maior encontro de tecnologia da Europa, atraindo empresas, investidores e celebridades de todo o mundo. O evento já se consolidou como uma referência no setor, mas ainda enfrenta desafios quando se trata de polêmicas e posicionamentos controversos.





