Ozivy: a nova caneta de semaglutida aprovada pela Anvisa
O mercado farmacêutico brasileiro se prepara para a chegada do Ozivy, a primeira caneta nacional à base de semaglutida aprovada após o término da patente da molécula, em março. Este medicamento, desenvolvido pela farmacêutica brasileira EMS, obteve a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento do diabetes tipo 2 em adultos e já estará disponível nas farmácias a partir deste mês, com um preço inicial que pode chegar a R$ 287 por mês, uma opção acessível em comparação aos tratamentos existentes.
O Ozivy surge como uma alternativa ao Ozempic, que atualmente é comercializado por aproximadamente R$ 1 milhão. Para as doses iniciais — que incluem concentrações de 0,25 mg e 0,5 mg — o custo será de R$ 452 mensais, enquanto para a dosagem de 1 mg, o preço sobe para R$ 497. No entanto, a EMS oferece uma proposta atrativa para os pacientes que se inscreverem no Programa Vida + Leve, que possibilitará um valor promocional de R$ 861 pelos três primeiros meses de tratamento, reduzindo o custo para R$ 287 por mês.
O Ozivy estará disponível em embalagens com uma ou duas canetas. Inicialmente, mais de 500 mil unidades serão distribuídas nas principais redes de farmácias do país, com planos de aprimorar a distribuição em todo o território nacional. Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS, destacou que o principal objetivo da empresa é “ampliar o acesso da população a terapias modernas, produzidas com os mais elevados padrões de qualidade e segurança”.
Produzido na fábrica da EMS em Hortolândia, São Paulo, o Ozivy apresenta uma capacidade de produção impressionante, podendo chegar a 40 milhões de canetas por ano. No entanto, a medicação requer cuidados especiais de armazenamento, devendo ser mantida em refrigeração entre 2 °C e 8 °C, tanto antes quanto após o início do tratamento, uma diferença significativa em relação ao Ozempic, que permite um manuseio menos rigoroso após o primeiro uso.
O Ozivy não é considerado um genérico do Ozempic devido à sua classificação como uma caneta de semaglutida sintética. A aprovação deste medicamento foi viabilizada pelo término da patente da semaglutida no Brasil, um marco importante que permite a entrada de novos concorrentes no mercado. Com isso, especialistas esperam que os preços de medicamentos semelhantes possam cair significativamente, refletindo as tendências observadas em outros tratamentos.
Embora a Anvisa tenha aprovado a caneta, sua inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS) dependerá de uma análise criteriosa de custo-benefício realizada pelo Ministério da Saúde. Essa análise é essencial, especialmente em um contexto onde a inclusão de novos medicamentos pode impactar significativamente o orçamento da saúde pública. até lá, a EMS e outras empresas que atuam no segmento buscam expandir o acesso dos pacientes às terapias inovadoras para o tratamento do diabetes tipo 2 e outras condições de saúde associadas.
