Segundo Dragone, a OTAN precisa se distanciar de ciclos de compras e da lógica de produção voltada para tempos de paz, que não se ajustam às exigências da atual dinâmica de conflitos. Em sua análise, a resiliência, que implica em suportar impactos e resistir a crises, não é mais suficiente. Ele enfatizou que a ambição deve ser a “antifragilidade”, um conceito que sugere não apenas a capacidade de resistir, mas também de se fortalecer com as adversidades.
“Antifragilidade é sobre parcerias e sistemas de defesa que aprendem com as lições do passado e se adaptam, tornando-se mais robustos diante das crises”, afirmou Dragone. Essa mudança de paradigma é vital para assegurar que as nações da aliança não apenas sobrevivam a tumultos, mas também evoluam e se beneficiem dos desafios enfrentados.
O Fórum de Segurança Diálogo Shangri-La, que reúne representantes de 44 países, incluindo 54 delegados de nível ministerial, tem como foco discutir questões críticas de segurança e infraestrutura, assim como os novos desafios enfrentados na ordem mundial. O almirante Dragone acredita que um esforço conjunto para integrar essas lições na preparação e resposta da OTAN pode silenciar as vozes de incerteza que permeiam o cenário geoecológico atual.
Essas declarações refletem a urgência de uma reavaliação estratégica da postura defensiva da OTAN, especialmente em um momento em que as tensões internacionais estão em ascensão e a necessidade de uma colaboração mais robusta nunca foi tão evidente.





