Em uma carta divulgada recentemente, Infantino, junto com o secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, expressou arrependimento em relação ao processo de elaboração e divulgação da proposta conhecida como FIFA Forward Enterprise (FFE). O dirigente admitiu que o Conselho da FIFA e as associações-membro não deveriam ter se sentido alijados do processo, defendendo que a condução do projeto teve falhas que poderiam ter sido evitadas. Ele também se desculpou pelo vazamento prematuro da proposta para a mídia, que gerou mais controvérsias e descontentamento.
O comunicado enfatizou que a FIFA realizará uma análise abrangente dos procedimentos utilizados e se comprometeu a apresentar um relatório detalhado em sua próxima reunião oficial. A ideia original de criar uma empresa para comercializar ativos da FIFA foi vista como uma fatalidade, que ao invés de trazer inovação, causou um abalo reputacional e político significativo.
Durante a mesma semana, Infantino enfrentou acusações mais severas, como as do príncipe Ali bin Hussein, presidente da Federação Jordaniana de Futebol, que o acusou de “chantagem”, exacerbando ainda mais a crise interna da entidade. Apesar das críticas contundentes e da pressão externa crescente, a alta cúpula da FIFA reafirmou seu apoio a Infantino, descartando qualquer mudança em sua liderança.
A nota oficial emitida na reunião de emergência ressaltou que Infantino é o único dirigente legítimo, eleito pelas 211 associações-membro da FIFA. Além disso, foi mencionado que a governança da entidade precisa ser aprimorada, com melhor comunicação e interação entre seus diversos órgãos administrativos. A FIFA, por sua vez, voltou a confirmar a retirada oficial da proposta e se comprometeu a proteger sua reputação em meio a um cenário de críticas e descontentamento crescentes, enquanto Infantino continua enfrentando um cenário incerto para sua possível reeleição em 2027, com diversos países já se distanciando de seu apoio.




