De acordo com dados recentes, o Supremo Tribunal Federal (STF) já processou 898 indivíduos relacionados aos eventos de janeiro, com 371 pessoas enfrentando penas severas por crimes como golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Somente 527, no entanto, firmaram acordos por infrações menos graves. A proposta de anistia, portanto, visa corrigir o que o PL considera injustiças processuais.
Ainda segundo Cavalcante, o PL também aposta em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca alocar uma porcentagem mínima do orçamento federal para as áreas de segurança pública, em uma tentativa de combater o que caracteriza como uma grave crise de segurança no Brasil. O deputado critica o atual governo federal, alegando que não prioriza a segurança e dificulta a punibilidade dos crimes, propondo que, nos primeiros anos, um percentual de 1% do orçamento seja destinado a essa área, aumentando gradativamente até 5%.
Além dessas questões, o PL promete fiscalizar rigorosamente as contas do governo, acreditando que a gestão atual pode estar repleta de ineficiências. O partido não hesitou em criticar a administração do PT, associando prejuízos nas estatais a uma nova onda de corrupção, afirmando que a responsabilidade da oposição é alertar a população sobre qualquer desvio.
Uma mudança recente na Câmara dos Deputados foi a eleição de Hugo Motta, do Republicanos, como presidente, o que pode trazer um novo dinamismo à casa legislativa. Cavalcante expressou otimismo em relação à capacidade de Motta de facilitar o diálogo e a colaboração entre as diversas forças políticas.
Finalmente, além das questões de anistia e segurança, o PL também se manifesta a favor de um projeto de lei que amplia a isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 10 mil, refletindo a preocupação do partido com a carga tributária no Brasil. Em tempos de inflação crescente, essa questão se torna ainda mais relevante para a base de eleitores que se vê sufocada por impostos. Assim, o PL se coloca como defensor de uma agenda que prioriza a reparação e a segurança nacional, enquanto tenta restabelecer seu papel como fiscalizador das ações do governo.