A partir de informações anônimas recebidas pela PF, a CGU iniciou, em 2019, uma investigação em conjunto com a polícia para apurar contratos de gestão firmados pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás. Segundo a CGU, foi constatado que a OS adotou a terceirização generalizada das atividades, dificultando a fiscalização e resultando em pagamentos sem medição adequada. Além disso, foram identificados contratos sobrepostos, indicando desperdício de recursos públicos.
A investigação revelou que empresas ligadas aos gestores da OS foram beneficiadas, favorecendo o repasse de dinheiro a agentes públicos e administradores da organização, o que é proibido por lei. Com mais de R$ 900 milhões em recursos do SUS recebidos pela organização investigada, os desvios impactaram negativamente a qualidade do atendimento de saúde oferecido à população vulnerável atendida pelos hospitais estaduais em questão.
Diante das acusações, Marconi Perillo se pronunciou, alegando inocência e repudiando a operação. O ex-governador afirmou ser vítima de perseguição política e negou as acusações, atribuindo a ação à sua relação conturbada com o atual governador Ronaldo Caiado. Perillo ressaltou que as denúncias são infundadas e que nunca se envolveu em práticas ilícitas.
A Operação Panaceia envolveu a atuação da Receita Federal do Brasil, reforçando o caráter complexo e extenso das investigações. A ação visa não apenas punir os responsáveis pelos desvios, mas também garantir a transparência e a eficiência na gestão dos recursos públicos destinados à saúde no Brasil. As conclusões da investigação devem fornecer insights importantes sobre a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de controle e fiscalização no setor da saúde pública.






