Os contornos da disputa eleitoral são marcados não apenas pela liderança de Fujimori, mas também pela intensa concorrência entre seus principais adversários, que lutam acirradamente pela segunda colocação. O ex-prefeito ultraconservador de Lima, Rafael López Aliaga, é o segundo colocado com 12,5% dos votos, seguido por Jorge Nieto, candidato de centro-esquerda, que obteve 11,6%. Por sua vez, o deputado de esquerda Roberto Sánchez aparece logo atrás com uma votação de 10,8%.
Um desafio inédito para as autoridades eleitorais foi gerado pela distribuição problemática de material eleitoral, resultando na extensão da votação até a segunda-feira, 13 de junho, o que beneficiou mais de 50 mil eleitores, especialmente em Lima. Este pleito que, pela primeira vez, conta com um recorde de 35 candidatos à presidência, tem estado envolto em polêmicas.
Conforme os votos continuam a ser apurados, emergem preocupações em relação à integridade do processo. López Aliaga pediu a anulação do pleito e expressou descontentamento com a condução das eleições. Em paralelo, Sánchez também manifestou sua preocupação, embora até o momento, nenhum dos candidatos tenha apresentado provas concretas que sustentem suas alegações de fraude.
As tensões não se restringem apenas ao cenário político, com protestos ocorrendo em frente à sede do órgão eleitoral em Lima. Os manifestantes clamam por novas eleições, refletindo a insatisfação pública com o andamento do processo democrático.
Annalisa Corrado, líder da missão de observação eleitoral da União Europeia, descreveu essas eleições como as mais complexas da história peruana, reconhecendo a presença de “problemas sérios”, mas foi categórica ao afirmar que não foram encontradas evidências conclusivas que sustentem as alegações de fraude. A situação continua a se desenrolar, com a expectativa em alta para os desdobramentos das próximas semanas.






