Obstáculos Políticos Impedem Avanço da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados

A proposta de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master está enfrentando sérios desafios na Câmara dos Deputados. Apesar de reunir o número necessário de assinaturas e iniciativas paralelas correndo no Congresso, o processo parece estagnado. O presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos, afirmou que o pedido será avaliado conforme o regimento interno da Casa, embora não tenha fornecido detalhes sobre o andamento dessa análise e tenha indicado que seguiria a ordem cronológica dos requerimentos já protocolados.

O requerimento para a CPI, que foi apresentado em fevereiro pelo deputado Rodrigo Rollemberg, do PSB, permanece aguardando a decisão de Motta, que ainda tem mais de 15 solicitações pendentes em sua mesa. Nos bastidores, muitos parlamentares e assessores estão comentando que a referência ao regimento é apenas uma forma de encobrir a falta de interesse político para a instalação da comissão. O entendimento que predomina é que o clima atual na Câmara não favorece uma investigação desse porte.

Além disso, dois pedidos de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) também circulam no Congresso: um apresentado por Carlos Jordy, do PL, e outro em conjunto por Heloísa Helena, da Rede, e Fernanda Melchionna, do PSOL. Paralelamente, outros deputados, como Lindbergh Farias, do PT, e Carlos Viana, do Podemos, continuam a buscar assinaturas para levantar novas propostas.

Embora o regimento assegure que uma CPMI deve ser instalada automaticamente na primeira sessão do Congresso, a criação do colegiado não ocorreu quando Davi Alcolumbre, do União Brasil, conduziu a análise dos vetos da dosimetria. Rumores de um acordo entre governistas para descartar a CPMI em troca de uma votação dos vetos foram negados tanto por Alcolumbre quanto pela oposição. Em uma tentativa de contornar esse impasse, Lindbergh recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a criação da comissão.

No Senado, outras movimentações também estão em curso, com pedidos de CPI apresentados por Eduardo Girão, do Novo, e Alessandro Vieira, do MDB. No entanto, líderes de diversas legendas reconhecem que o cenário político atual não é propício para a criação de qualquer comissão referente ao Banco Master. A proximidade das eleições e a incerteza sobre as repercussões de uma CPI são fatores que geram preocupação entre os parlamentares, principalmente os integrantes do Centrão. Eles acreditam que uma investigação poderia acabar comprometendo figuras influentes dentro do Congresso, o que reforça a sensação de que a proposta de CPI não avançará.

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