Os acusados, que estavam foragidos, foram localizados e presos em Maceió e Marechal Deodoro, em Alagoas. As prisões foram resultado do cumprimento de cinco ordens judiciais, uma ação que envolveu uma articulação complexa entre a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) e as Polícias Civil e Militar do Paraná. A ofensiva foi liderada por delegados especializados na repressão ao crime organizado, que coordenaram o efetivo tático e operacional durante a ação.
A investigação, que teve início em junho de 2025 pela Polícia Civil do Paraná, revelou que a organização criminosa havia consolidado um domínio territorial significativo em um bairro da cidade, resultado de um conflito armado que levou à neutralização de um grupo rival. Essa rivalidade permitiu que os líderes transformassem residências da região em centros de armazenamento de armas e drogas, além de utilizá-las como refúgios.
Mais preocupante, os principais líderes da organização operavam a distância, temendo por suas vidas, e conseguiram transferir o cumprimento de suas penas para o estado alagoano. A investigação também demonstrou que os lucros oriundos do narcotráfico eram direcionados para o Nordeste do Brasil, com o intuito de manter um estilo de vida luxuoso, mesmo sem fontes legítimas de renda.
Para encobrir a origem ilícita dos milhões obtidos, a organização empregava um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro que envolvia familiares, esposas e empresas de fachada, permitindo assim ocultar o patrimônio acumulado. A ação conjunta das polícias ilustra a eficácia da cooperação entre estados na luta contra o crime organizado, buscando desarticular redes que operam de maneira altamente estruturada.
