A detenção de Canella gerou um novo abalo nas articulações políticas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que havia apoiado sua candidatura ao Senado. Canella, que é o segundo candidato a ser implicado em uma investigação da Polícia Federal em um curto intervalo de tempo, levanta preocupações sobre a viabilidade da sua candidatura. Nos bastidores, líderes do PL discutem a possibilidade de substituir Canella, já que sua permanência na chapa é vista como insustentável, fazendo com que a federação de partidos busque um novo nome para o Senado.
Aliados da presidência observam que, com a recente onda de investigações, o risco de um desgaste maior na campanha é real. Eles acreditam que a escolha de um novo candidato é crucial, especialmente uma vez que a vaga deixada por Cláudio Castro (PL) ainda não foi preenchida. Os nomes que disputam essa posição incluem o senador Carlos Portinho e o deputado Carlos Jordy, com Portinho atualmente levando a dianteira.
A operação que levou à prisão de Canella foi desencadeada por um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações financeiras suspeitas somando mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, ligadas aos postos de gasolina envolvidos. Durante a operação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em 19 endereços, resultando na apreensão de 11 veículos de luxo, além de armas e dinheiro em espécie.
A Justiça também determinou o sequestro de bens e a suspensão das atividades de empresas ligadas ao grupo investigado, que pode responder por organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro. Enquanto isso, a Polícia Federal prossegue com as investigações, afetando a estrutura política e a credibilidade do público em uma já tumultuada arena eleitoral. O desfecho desse caso poderá ter repercussões significativas nas próximas eleições e no futuro dos funcionários envolvidos. As defesas de Canella, Amim e outros investigados foram contatadas, mas não retornaram ao contato.
