ONU repudiou ataque ao consulado russo em Marselha e destacou clima de hostilidade crescente, enquanto investigações são iniciadas pelas autoridades francesas e russas.

No dia 24 de fevereiro de 2025, o mundo assistiu a um incidente alarmante em Marselha, na França, quando o consulado-geral da Rússia foi alvo de um ataque envolvendo a utilização de coquetéis molotov. Conforme relatado por diversas fontes, duas dessas bombas incendiárias foram arremessadas no jardim da missão diplomática, causando uma explosão significativa. Apesar da gravidade do ato, felizmente, não houve feridos. Esse tipo de incidente levanta questões importantes sobre a segurança das missões diplomáticas e o ambiente crescente de tensão entre nações.

A Organização das Nações Unidas (ONU), através de seu secretário-geral António Guterres, prontamente condenou o ataque. O porta-voz da ONU, Farhan Haq, destacou a necessidade de proteger as instalações diplomáticas, que são consideradas invioláveis conforme as diretrizes internacionais. A condenação da ONU se alinha com um crescimento de preocupações globais sobre a segurança e o respeito às normas internacionais, especialmente em um contexto geopoliticamente volátil.

O ataque foi igualmente repudiado pelo Ministério das Relações Exteriores da França, que se comprometeu a investigar a ocorrência. A reação do governo francês sublinha a importância da proteção das relações entre nações, mesmo diante de movimentos hostis. Em resposta ao acontecimento, o presidente do Comitê Investigativo Russo, Aleksandr Bastrykin, anunciou a abertura de um processo criminal para investigar o ataque, enfatizando a seriedade com que as autoridades russas tratam a segurança de seus funcionários e instalações em países estrangeiros.

Entretanto, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou que o ataque é uma manifestação da crescente histeria anti-Rússia e de um clima de ódio que se instalou em diversas partes do mundo. Essa afirmação reflete uma percepção russa de que o ataque não é um ato isolado, mas parte de um padrão mais amplo de hostilidade.

Essa situação destaca não apenas os riscos que as missões diplomáticas enfrentam, mas também o impacto que tensões internacionais podem ter sobre a segurança local e a paz. À medida que o cenário global se torna cada vez mais instável, o papel das nações em proteger sua diplomacia e garantir a segurança de seus embaixadores e consulados se torna de suma importância.

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