Lucio Costa, para mim, é o maior cineasta de todos os tempos. Seus filmes, transmitidos na tela da televisão, brilham com imagens perfeitas e me envolvem nas longas horas de solidão e trabalho. Enquanto isso, Ozu é como um sol que surge da televisão, com sua abordagem singular e poética da vida nos bairros pobres do Japão. Ambos compartilham uma fé no belo da vida e da convivência urbana.
O contato próximo com a vida e a obra de Lucio Costa me traz uma sensação de paixão intensa e exaustiva. A dedicação à sua biografia me leva a um estado de consciência alterado, repleto de admiração pela sua honestidade intelectual e utopia revolucionária. Lucio acreditava que a revolução industrial poderia melhorar a vida dos mais pobres, transformando a maneira como as populações carentes vivenciavam o espaço urbano.
Além disso, Lucio Costa propôs, em uma conferência da Unesco, a criação de brinquedos de montar para ensinar as crianças sobre a cidade moderna e as novas formas de habitação. Sua visão integrava o conceito de humanismo e essencialidade na arquitetura e no urbanismo, buscando a beleza desprovida de excessos e supérfluos.
A convivência virtual e verdadeira com Lucio e Ozu proporciona uma experiência revigorante e enriquecedora, aproximando-nos dos pensamentos e ideais que marcaram o século 20. A busca pela essência, pelo essencial e pela beleza pura nos conecta com uma visão humanista que parece ter se perdido ao longo do tempo.É inspirador contemplar o legado deixado por esses dois grandes artistas, tão distantes no espaço, mas tão próximos no impacto de suas obras em nossas vidas.





