Nubank lidera valorização entre fintechs nos EUA, enquanto Agibank e Stone enfrentam quedas significativas em meio a tensões no mercado global

Na semana que compreendeu de 20 a 24 de julho, o Nubank se destacou entre as fintechs brasileiras listadas na bolsa americana, apresentando uma valorização de 3,30%. As ações da Nu Holdings, controladora da instituição financeira, encerraram essa semana cotadas a US$ 14,09. Esse crescimento coincide com o anúncio da empresa de que começará suas operações bancárias no México a partir de 6 de agosto, sinalizando um novo foco em depósitos, ao invés de simplesmente expandir sua base de clientes. Atualmente, cerca de 14% dos depósitos do Nubank são provenientes de seu público consumidor.

Além dessa expansão internacional, o Nubank firmou um acordo para adquirir o Banco Porto Real de Investimentos S/A, uma movimentação que aguarda a aprovação do Banco Central. Essa aquisição permitirá que a fintech se alinhe à Resolução Conjunta nº 17, que regulamenta a utilização dos termos “banco” e “bank” por instituições financeiras, garantindo assim que a marca Nubank possa operar sem restrições regulamentares.

Por outro lado, duas grandes fintechs brasileiras mostraram-se vulneráveis ao longo da mesma semana. O Agibank e a Stone sofreram quedas significativas de 5,40% e 4,53%, respectivamente, encerrando o período a US$ 6,66 e US$ 10,76. O Inter viu uma desvalorização de 2,22%, enquanto o PagBank e o PicPay conseguiram leves crescimentos, de 1,43% e 2,42%, fechando a US$ 9,20 e US$ 11,85, respectivamente. A XP Inc. também experimentou uma leve queda de 0,65%, terminando a US$ 16,69.

A queda da Stone é emblemática, pois ocorreu em um momento em que a empresa anunciou uma nova estratégia de posicionamento, buscando se apresentar não apenas como uma fornecedora de máquinas de pagamento, mas sim como um banco voltado para o empreendedorismo. O BTG Pactual avaliou essa mudança como positiva, porém, ressaltou a necessidade de uma execução eficiente antes que essa estratégia gere resultados financeiros em curto prazo.

Durante a semana, o contexto global foi marcado por tensões no Oriente Médio, que reascenderam preocupações com o risco de navegabilidade no Estreito de Ormuz, fundamental para o supply de petróleo no mundo. O barril de Brent voltou a se aproximar dos US$ 100, levando economistas a discutir o risco de estagflação, uma combinação de inflação elevada e crescimento econômico lento.

Além disso, o governo dos EUA anunciou uma nova rodada de tarifas sobre importações de aproximadamente 60 países, aumentando os temores sobre uma inflação ainda maior e uma desaceleração no comércio global. No mesmo sentido, o cenário de balanços de grandes empresas de tecnologia foi medido com cautela, especialmente após resultados que não atenderam às expectativas dos investidores, refletindo o elevado investimento em Inteligência Artificial.

Como resultado, o apetite por ativos de risco diminuiu, e os índices refletiram esse clima de incerteza. O Dow Jones caiu 0,62% na semana, a Nasdaq sofreu uma queda de 3,13% e o S&P 500 recuou 1,25%. Em contrapartida, a Nyse conseguiu encerrar o período com um leve crescimento de 0,73%.

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