SURPRESA NO MAR
Na região, há pelo menos duas embarcações afundadas; em Alagoas, são mais de 50
O mar de Maceió não é somente conhecido por suas águas cristalinas e paisagens deslumbrantes, mas também guarda um tesouro de histórias ao abrigo de suas profundezas. Em um cenário que une natureza e história, duas embarcações naufragadas na região de Pajuçara têm atraído a curiosidade de banhistas e mergulhadores. Recentemente, um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou o naufrágio em baixo-mar, o que despertou ainda mais o interesse público.
Na costa alagoana, além de duas embarcações visíveis, a região é marcada por um histórico de mais de 50 naufrágios registrados entre 1556 e 1960. Um dos naufrágios mais notáveis é o do navio Draguinha, que afundou em 14 de julho de 1961. Este navio, inicialmente destinado a transportar material de construção submarina, naufragou a cerca de sete milhas da praia de Pajuçara, em uma profundidade de 30 metros, após enfrentar problemas a partir do Espírito Santo. Hoje, sua estrutura submersa se tornou um ponto de mergulho frequente, permitindo aos visitantes explorar o interior do casco e vislumbrar suas passagens internas.
A outra embarcação afundada na área, o vapor Mundahú, é visível durante as marés baixas e oferece um fascínio à parte. Este navio, pertencente à Companhia Pernambucana de Navegação Costeira por Vapor, naufragou em 1889 enquanto realizava a última viagem do Recife a Maceió. Embora tenha colidido com arrecifes na enseada de Pajuçara, felizmente, não houve vítimas. A história do Mundahú, que transportava mercadorias e passageiros, é um lembrete da rica história náutica da região.
Multidões de turistas e banhistas, ao desfrutarem das águas de Pajuçara, não apenas mergulham em um ambiente de beleza natural, mas também em um capítulo da rica história marítima de Alagoas. Assim, ao nadar ou mergulhar, é possível se deparar com vestígios do passado, proporcionando uma experiência única que une aventura e aprendizado histórico aos visitantes.




