Além disso, o ministério planeja avaliar a possibilidade de credenciar unidades em áreas vulneráveis, levando em consideração a densidade populacional e priorizando as periferias dos grandes centros urbanos. Nessas regiões, que frequentemente enfrentam desafios logísticos, também será analisada a viabilidade de implementar soluções alternativas, como unidades de atendimento móveis, capazes de alcançar localidades mais isoladas, como comunidades ribeirinhas.
A regulamentação também prevê a utilização de tecnologia avançada, como inteligência artificial, para melhorar a identificação dos pacientes por meio de biometria e reconhecimento facial, com o objetivo de combater fraudes no sistema. “A oferta efetiva das ações estará atrelada a avaliações técnicas realizadas nos estados e municípios, ajustando-se às necessidades específicas de cada região”, enfatizou uma nota do ministério.
Uma das principais mudanças trazidas pela atualização da portaria é o aprimoramento do controle e monitoramento das unidades credenciadas, com um foco especial na gestão de riscos. O novo modelo propõe sanções administrativas que sejam proporcionais à gravidade dos problemas identificados, incluindo a suspensão automática dos serviços em casos de risco elevado.
Outro ponto importante é que a digitalização e a adoção de sistemas automatizados vão facilitar um acompanhamento mais eficiente do serviço. O próprio sistema utilizado para a dispensação de insumos será atualizado com o objetivo de aprimorar a segurança, rastreabilidade e integração das informações.
Atualmente, o Farmácia Popular disponibiliza 41 itens de saúde gratuitamente, incluindo medicamentos para condições como hipertensão, diabetes e asma, além de produtos como fraldas geriátricas e absorventes higiênicos. Com cerca de 28 mil farmácias credenciadas e presença em mais de 4,9 mil municípios, o programa cobre 97% da população brasileira, beneficiando, segundo dados do ministério, aproximadamente 27,3 milhões de pessoas em 2025. Essas novas medidas prometem expandir ainda mais essa assistência, reforçando o compromisso do governo com a saúde pública.




