Entre os projetos destacados, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2021 e o Projeto de Lei Complementar (PLP) 185/2024, que propõem aposentadoria especial para Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, são especialmente alarmantes. Essas iniciativas podem aumentar o déficit atuarial dos Municípios em até R$ 103 bilhões, forçando prefeitos a redirecionar recursos de outras áreas para os regimes de previdência.
Adicionalmente, a criação de pisos salariais, como o dos médicos e investimentos em educação básica, poderá elevar as despesas municipais em R$ 37 bilhões anuais. O presidente da AMA, Marcelo Beltrão, fez um apelo para que o Legislativo e o Executivo considerem a realidade financeira dos municípios, advertindo que a Emenda Constitucional 128 já veda a criação de novos encargos sem a correspondente fonte de receita.
Outras propostas em análise, que incluem a criação de novas escolas em zonas rurais e a obrigatoriedade de segurança escolar, podem resultar em um aumento de gastos superior a R$ 80 bilhões. Perante esse cenário, a pergunta que se impõe é: de onde virá o financiamento para essas iniciativas? Prefeitos que têm lutado para garantir a qualidade dos serviços já se mostram preocupados com a situação.
Por outro lado, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) está buscando alternativas para mitigar os riscos financeiros, como a PEC 25/2022 e a tributação das apostas esportivas, que, se aprovadas, poderiam gerar um alívio financeiro de aproximadamente R$ 49 bilhões, embora o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, defenda que isso ainda é insuficiente frente ao tamanho dos desafios impostos.
A reunião também contou com a apresentação de projetos do SEST/SENAT, com foco no desenvolvimento de soluções que possam beneficiar os municípios. O vice-presidente da AMA, Jorge Dantas, fez um chamado para que todos os prefeitos se mobilizem e intercedam junto à bancada parlamentar, enfatizando a importância de uma discussão abrangente e informada sobre essas questões críticas.
