A Confederação Nacional de Municípios (CNM) expressou preocupações com esta decisão, uma vez que a nova legislação prevê um aumento que supera a inflação, mas não oferece garantias de recursos adicionais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), tampouco compensações por parte da União. Nos últimos cinco anos, o reajuste do piso salarial acumulou impressionantes 78%, gerando um impacto econômico de R$ 85 bilhões no total.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, criticou a imposição da União, afirmando que a valorização dos professores é uma demanda legítima, mas que deve ser discutida localmente, por aqueles que arcam com os custos. Durante a tramitação no Congresso, a CNM propôs cinco emendas para a Medida Provisória 1.334/2026, mas, lamentavelmente, essas sugestões não foram adotadas no texto final.
Além de beneficiar os docentes regulares e temporários, a nova lei amplia o alcance ao incluir profissionais de suporte pedagógico, como diretores e coordenadores. A legislação também define que a atualização do piso será calculada a partir da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e da média da variação das receitas reais dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios em relação ao Fundeb. Essa mudança reflete um esforço para garantir melhores condições de trabalho e valorização dos educadores em todo o país.





