As previsões climáticas indicam que o El Niño poderá gerar fenômenos extremos em diversas regiões do Brasil. Enquanto a Região Sul deve enfrentar um aumento no volume das chuvas, as regiões Norte e Nordeste podem sofrer com a diminuição das precipitações, elevando o risco de secas e incêndios florestais. Dada a gravidade desse cenário, a CNM salienta a importância da atuação proativa das administrações locais para evitar perdas de caráter humano, social, econômico e ambiental.
Dados da entidade revelam que, entre 2013 e 2025, desastres naturais causaram prejuízos de R$ 785,4 bilhões, afetando 95,1% dos municípios brasileiros. Isso ressalta a necessidade urgente de programas nacionais estruturados e capacitação técnica nas localidades.
Como parte das recomendações, a CNM sugere que os municípios atualizem seus Planos de Contingência, realizem o mapeamento de áreas vulneráveis e fortaleçam suas equipes de Defesa Civil. Além disso, é fundamental estabelecer canais de comunicação eficazes com a população e estruturar processos para compras emergenciais em situações de desastre.
As regiões do Brasil enfrentarão riscos variáveis: o Sul deve se preparar para chuvas intensas e alagamentos, enquanto o Norte e o Nordeste enfrentarão secas e riscos relacionados à falta de água. Já no Centro-Oeste e no Sudeste, a preocupação inclui ondas de calor e pressão sobre os reservatórios de água.
A CNM também destaca a necessidade de cooperação entre municípios, estados e a União, para garantir suporte técnico e acesso a informações que podem facilitar a mobilização de recursos em emergências. Nesse contexto, a prevenção é vista como uma responsabilidade compartilhada, fundamental para lidar com a crescente frequência de eventos climáticos extremos.




