Este ano marca um momento histórico para o Brasil no monitoramento ambiental, já que pela primeira vez desde 2019, a área total de vegetação nativa desmatada ficou abaixo de 1 milhão de hectares. O número final foi de 984.794 hectares, apresentando uma queda de 20,6% em relação ao ano anterior. Em Alagoas, as notificações de desmatamento também diminuíram, com 176 alertas validados, resultando em uma média de 0,48 evento diário.
O estudo aponta que quase todo desmatamento no estado ocorreu na Caatinga, concentruando 98,7% da área desmatada, enquanto a Mata Atlântica representou apenas 1,3%. Além disso, a velocidade média do desmatamento em Alagoas foi uma das mais baixas do Brasil, com apenas 2,39 hectares desmatados diariamente.
No contexto nacional, todos os biomas mostraram uma redução significativa na área desmatada. O Pantanal foi o mais beneficiado, com uma queda proporcional de 48,4%. As áreas protegidas, como Unidades de Conservação e Terras Indígenas, também apresentaram avanços, com reduções de 21,4% e 22%, respectivamente.
Entretanto, o MapBiomas envia um alerta: apesar das melhorias, o Brasil ainda enfrenta perdas alarmantes de vegetação nativa, com uma média de 2.698 hectares desmatados por dia em 2025 — cerca de 112 hectares por hora. Nos últimos sete anos, o país perdeu mais de 10,9 milhões de hectares de vegetação nativa, sendo o Cerrado a região mais afetada, respondendo por 540.614 hectares desmatados, e representando mais de 84% da área total desmatada. Essa situação acende um sinal vermelho sobre a necessidade urgente de intensificar os esforços de conservação e controle do desmatamento nas diversas regiões do Brasil.
