Nos últimos dez anos, os ODS se tornaram a principal estratégia para o desenvolvimento sustentável global, guiando políticas públicas, relatórios e iniciativas em níveis nacional e municipal. Essa implementação também favoreceu uma maior integração entre as agendas sociais, econômicas e ambientais, alçando temas como energia limpa, igualdade de gênero, inovação e educação ao centro do debate internacional.
Entretanto, o cenário não é completamente otimista. Crises econômicas, pandemias e eventos climáticos severos têm incomodado o progresso rumo às metas ambicionadas, revertendo alguns dos avanços conquistados. Em resposta, organizações internacionais, como a Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU), têm enfatizado a importância de priorizar investimentos e cooperação internacional, ressaltando que cidades e regiões têm um papel crítico para garantir a justiça social até 2030.
No Brasil, um recente Relatório Nacional Voluntário destacou avanços em áreas como energias renováveis e redução da pobreza, mas também indicou obstáculos significativos, especialmente em questões ambientais e desigualdade social. Nesse contexto, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) tem se destacado ao promover práticas de municipalização da Agenda 2030, disponibilizando ferramentas para que prefeituras integrem essas diretrizes em seus planos e orçamentos. Com iniciativas como a Mandala ODS, a CNM permite que municípios avaliem e planejem seu progresso na implementação dos ODS, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população.
Diante deste cenário, a comunidade global se vê na expectativa de soluções concretas e planos de ação que possam acelerar o cumprimento das metas estabelecidas, especialmente com a “Cúpula do Futuro +10” programada para setembro de 2026 em Nova Iorque, cuja função será discutir diretrizes e financiar a ambição global.
