A situação tornou-se evidente no Diário Oficial do Município em 23 de julho, quando foram divulgados 4.416 registros. Destes, 1.301 eram novas notificações, enquanto 3.115 correspondem a infrações já discutidas anteriormente. Seis dias depois, mais 2.069 notificações se somaram a essa conta, tornando o impacto acumulado em um intervalo de menos de uma semana ainda mais significativo, com uma média de mais de 1.080 autuações diárias.
Esse crescimento acentuado nas multas tornou a questão da “indústria de multas” em Maceió ainda mais relevante. A população exige esclarecimentos sobre quanto a prefeitura realmente arrecada com essas ações e, especialmente, como esses fundos estão sendo utilizados. A falta de transparência em relação à destinação do dinheiro gerado pelas multas levanta muitas interrogações. Os cidadãos desejam compreender se os recursos estão sendo investidos em educação para o trânsito, na melhoria da sinalização ou na localização dos dispositivos que mais registram infrações.
Embora a gestão municipal tenha a autoridade para fiscalizar o trânsito e aplicar penalidades, a alta frequência de notificações tem gerado um desgaste político significativo para JHC e carrega uma responsabilidade extra para Rodrigo Cunha, que agora lidera a Prefeitura. Este novo papel requer que ele demonstre se a intensificação das autuações é realmente uma estratégia voltada para a segurança viária ou apenas uma maneira de incrementar a receita municipal. A sociedade aguarda respostas que possam dissipar as dúvidas e trazer clareza sobre a relevância dessas medidas em relação à segurança no trânsito da cidade.
