Isabel Gonçalves, presidente da ASTALC, destacou a relevância do trabalho realizado por essas mulheres. Para ela, o foco vai além da produção e venda de artesanatos; trata-se de uma verdadeira rede de colaboração e resistência. Ela afirmou com entusiasmo que “provamos que outro mundo é possível”, aludindo ao potencial transformador do trabalho coletivo e da economia solidária.
O encontro, que se configurou como a primeira edição presencial dos Coletivos e Associações de Mulheres da Mata Norte, abordou diversas questões essenciais para o fortalecimento do papel feminino em uma sociedade ainda marcada por desigualdades. Uma das atividades do evento foi discutir a trajetória do artesanato na região, com um enfoque especial na história das mulheres tapeceiras, cujas tradições têm sido fundamentais para a identidade cultural local.
Além disso, as participantes se envolveram em debates enriquecedores sobre a Economia Popular e Solidária, organizando uma agenda coletiva que visa enfrentar os desafios enfrentados pelo setor. O evento também promoveu um momento de confraternização, com um lanche e um almoço preparados pela Cozinha CEMUR, ressaltando a hospitalidade e a união que caracterizam as iniciativas comunitárias.
A primeira edição do encontro recebeu apoio de várias instituições, incluindo a Incubacoop e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), além de órgãos como a Fundacentro, o Ministério do Trabalho e Emprego, e a Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária – SENAES, reforçando a importância do diálogo e da cooperação em prol do desenvolvimento das mulheres na região. A realização desse encontro marca um passo significativo na busca por mais oportunidades e justiça social para essas artesãs.
