Segundo a ação civil pública, a empresa em questão utilizou documentos falsificados para criar a ilusão de que possuía a autorização necessária para explorar as apostas, um artifício que pretendia conferir legitimidade a suas operações no mercado. A Justiça, ao examinar as evidências apresentadas, decidiu pela suspensão imediata das atividades da empresa e dos demais réus envolvidos. Essa decisão não apenas impede a continuidade das apostas ilegais, mas também implementa uma série de medidas para desmantelar a estrutura que sustentava essa operação clandestina.
Entre as determinações do juiz estão a identificação dos responsáveis pelos domínios digitais associados à plataforma e o bloqueio de acesso aos sites identificados durante a investigação. Além disso, foi estabelecida a proibição da criação de novas plataformas de apostas sem o aval do poder público e o bloqueio de quaisquer processamentos de pagamentos relacionados a essas operações irregulares.
A ação também sublinha o uso indevido da identidade visual e da imagem institucional da Loterj por parte da Digital Dreams, o que serviu como um importante mecanismo para enganar os consumidores e passar uma falsa sensação de regularidade. A promotoria revela que a exploração dessa atividade envolvia uma vasta rede de websites, empresas e indivíduos que operavam de maneira interconectada para assegurar a continuidade da atividade ilícita.
Com essa ação, o MPRJ demonstrou um compromisso firme em coibir práticas fraudulentas e proteger os direitos dos consumidores, reforçando a importância da regulamentação no setor de apostas, que, quando inadequadamente gerida, podem ocasionar riscos significativos para a sociedade.
