MP-SP investiga possível remanejamento irregular de recursos para recapeamento em São Paulo sob gestão de Ricardo Nunes


O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) está investigando um possível remanejamento irregular de recursos de diversos órgãos municipais para o programa de recapeamento em andamento na capital paulista, sob a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). A suspeita é de que o prefeito tenha utilizado verbas de outros setores da prefeitura para financiar as obras viárias em curso, com possível interesse eleitoral.

De acordo com informações apresentadas à promotoria, a movimentação de recursos fora de suas destinações originais teria chegado a R$ 550 milhões. A investigação foi aberta a partir de uma representação da bancada feminista do PSOL na Câmara de Vereadores e está sendo conduzida pelo promotor de Justiça Silvio Antonio Marques.

Estes supostos remanejamentos de verbas estão sendo vistos como uma estratégia político-administrativa para impulsionar a campanha de reeleição de Nunes, já que as obras de recapeamento têm sido apresentadas como uma das maiores realizações de sua gestão até o momento. O programa, que teve início em 2022, já foi classificado pelo prefeito como “a maior obra de recapeamento da história da cidade”.

Além disso, o programa de recapeamento também tem gerado polêmica, especialmente após a contratação de 13 empresas por R$ 105,4 milhões para asfaltar vias históricas de paralelepípedo, o que levantou questionamentos sobre a necessidade e o impacto dessas intervenções em locais considerados patrimônio cultural da cidade.

Questionada sobre as investigações em andamento, a prefeitura de São Paulo afirmou, por meio de nota, que todos os remanejamentos orçamentários obedeceram à legislação vigente, citando leis federais e municipais que permitem a transferência de verbas entre diferentes dotações orçamentárias. A administração municipal se comprometeu a colaborar com as investigações e a prestar todos os esclarecimentos necessários sobre o caso.

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