Moscas nascidas no espaço alcançam a 25ª geração em novo experimento na Estação Espacial Internacional
Um fascinante desenvolvimento científico será realizado em julho, à medida que cosmonautas russos acompanham o nascimento da 24ª e 25ª gerações de moscas-das-frutas, cujos ancestrais foram criados no espaço. Esses experimentos estão ocorrendo na Estação Espacial Internacional (EEI), como parte de um estudo voltado para compreender os efeitos da microgravidade sobre organismos vivos.
Irina Ogneva, chefe do Laboratório de Biofísica Celular do Instituto de Problemas Biomédicos (IBMP), detalhou que esta fase de pesquisa envolve duas linhagens de moscas: uma que viajará ao espaço pela primeira vez e outra que já teve experiências em missões anteriores. A expectativa é que esses novos insetos sejam enviados à EEI pela espaçonave Soyuz MS-29, prevista para lançamento em 14 de julho, com retorno programado para 26 de julho.
As origens desses experimentos remontam a abril de 2025, quando as duas primeiras gerações de moscas-das-frutas foram transportadas para a estação espacial durante a Expedição 73. Após a conclusão da missão, as larvas foram devolvidas à Terra em 20 de abril. Posteriormente, a 7ª geração desses insetos foi enviada ao biossatélite Bion-M nº 2, onde permaneceram em órbita de agosto a setembro de 2025, resultando no nascimento da 9ª e 10ª gerações. Outro estudo foi realizado no final de 2025, que também envolveu a observação de desvios genéticos e adaptações.
As moscas-das-frutas são estruturas biológicas particularmente úteis para essa pesquisa. Cientistas estão utilizando esses insetos como modelos para investigar adaptabilidades genéticas e os efeitos evolutivos da microgravidade ao longo de múltiplas gerações. Ao longo das missões, os pesquisadores têm se mostrado interessados em como a experiência espacial influencia a biologia e a herança genética.
Esses experimentos são um testemunho do crescente interesse da comunidade científica em explorar não apenas os desafios da vida no espaço, mas também as implicações a longo prazo das viagens espaciais na biologia dos organismos. As descobertas resultantes podem abrir novas avenidas para a compreensão da evolução e da adaptação biológica em ambientes extremos, o que pode ser crucial para futuras missões espaciais tripuladas.





