MORTA PELO MARIDO! – Acusado de Matricídio com 14 Facadas em Maceió Enfrenta Júri nesta Terça-feira

Na próxima terça-feira, 6 de outubro, o acusado Alison José Bezerra da Silva enfrentará júri popular no Fórum da Capital, em Maceió, acusado de assassinar sua esposa, Maria Aparecida da Silva Bezerra, em um crime que chocou a comunidade local, ocorrido em julho de 2022.

A vítima, Maria Aparecida, de 54 anos, foi encontrada morta em sua residência no bairro Antares. O crime hediondo manchou a tranquilidade do bairro e ecoou pela cidade com um sentimento de consternação. De acordo com o laudo pericial, a advogada foi brutalmente atingida por 14 facadas que feriram seu pescoço, tórax, seios e abdômen. Após cometer o assassinato, Alison José Bezerra da Silva tentou pôr fim à própria vida, desferindo facadas contra seu próprio pescoço e tórax. Entretanto, ele foi rapidamente socorrido e encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou por cirurgia e sobreviveu. Subsequentemente à sua alta médica, ele foi transferido para o sistema prisional.

Informações divulgadas pelo Ministério Público de Alagoas (MP-AL) revelam que o relacionamento do casal era marcado por tumultos e que Alison, devido a um ciúme exacerbado, mantinha um sistema de câmeras de vigilância dentro de casa. Essa instalação, afirmou o acusado, teria sido feita para monitorar os filhos, e não para vigiar a esposa, como suspeitava a acusação.

Durante seu interrogatório, o réu admitiu a autoria do crime, mas alegou amnésia parcial, afirmando não se recordar dos detalhes precisos de como os acontecimentos se desenrolaram naquela fatídica noite. Sua defesa tenta minimizar a premeditação do crime, enquanto a acusação busca evidenciar os elementos que justificam a sua responsabilização por homicídio triplamente qualificado – motivado por razão torpe, utilizando meios cruéis e configurando feminicídio.

O julgamento de Alison Bezerra atrai grande atenção pública, uma vez que o caso reúne elementos que suscitam debates sobre violência doméstica e as medidas de proteção às mulheres. O desfecho do julgamento será aguardado com expectativa, e espera-se que ele sirva como um instrumento de justiça e reflexão sobre a necessidade de combater a violência contra as mulheres em todas as suas formas.

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