A trajetória de Julian Chacel é marcada por diversas contribuições significativas para a economia brasileira. Em um período tumultuado, ele trouxe clareza e confiança aos dados inflacionários, servindo como bússola para políticas econômicas durante várias décadas. Seu compromisso com a transparência e a exatidão dos números foi um pilar para a Fundação Getúlio Vargas e, por extensão, para o Brasil.
Além do papel destacado no Ibre/FGV, Chacel também fez história ao se tornar o primeiro diretor da Câmara de Arbitragem da FGV. Ele permaneceu nessa posição por quase 20 anos, numa atuação fundamental para a resolução de conflitos comerciais, promovendo a justiça e a equidade nos negócios. Em 2022, passou o bastão para a professora e advogada Juliana Loss, mas sua influência e ensinamentos continuam a reverberar na instituição.
Nascido em 23 de março de 1938, Julian Chacel demonstrou uma dedicação ímpar ao trabalho, atuando até os emblemáticos 92 anos. Sua longevidade profissional e o impacto de suas contribuições são testemunhos de seu comprometimento e paixão pela economia.
Chacel deixa um legado não apenas restrito ao campo profissional, mas também uma família que inclui sua esposa, quatro filhos, três netos e uma bisneta. Sua ausência será profundamente sentida tanto no âmbito pessoal quanto profissional.
O economista foi cremado nesta quinta-feira, e a missa de sétimo dia está programada para ocorrer na Paróquia da Santíssima Trindade, no próximo dia 7 de agosto, às 18h30. A cerimônia promete ser um momento de reflexão e homenagem a um dos grandes nomes da economia brasileira, cujo trabalho e integridade continuarão a inspirar futuras gerações de economistas e pesquisadores no país.