Morre Julieta Amaral, ícone do jornalismo gaúcho e primeira negra a apresentar telejornal no RS, aos 62 anos.

O jornalismo no Rio Grande do Sul está de luto com a perda de uma de suas grandes referências. Julieta Amaral, considerada a primeira jornalista negra a apresentar um telejornal no estado, faleceu aos 62 anos na noite de sexta-feira (25). A profissional lutava contra um câncer severo no pâncreas há pelo menos três anos e, infelizmente, não resistiu às complicações que surgiram nos últimos dias.

Com mais de 40 anos de atuação no jornalismo, Julieta deixou sua marca com coberturas importantes e recebeu reconhecimento através de prêmios ao longo de sua carreira. Seu início no jornalismo se deu aos 18 anos, atuando como revisora no Jornal Agora, em sua cidade natal, Rio Grande. Posteriormente, passou por veículos renomados como o Correio do Povo, em Porto Alegre, antes de integrar a equipe da RBS TV, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, onde permaneceu por mais de 30 anos.

Além de sua contribuição jornalística, Julieta foi uma figura importante na luta pela igualdade racial no jornalismo, engajando-se em ações sociais e colaborando com projetos de acolhimento de jovens em situação de vulnerabilidade social. Sua partida deixa não só um legado profissional, mas também um vazio entre seus familiares e amigos.

A jornalista deixa o marido, Pedro Amaral, e sua filha Carolina, que está grávida de oito meses. Sua dedicação e comprometimento com a profissão e com causas sociais são lembrados e reconhecidos por todos que tiveram a oportunidade de trabalhar com ela. Julieta será lembrada como uma pioneira e uma inspiração para as futuras gerações de jornalistas, deixando um exemplo de determinação e superação.

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