Em sua avaliação, o ministro afirmou que a diferença entre os dados originais contidos no processo e os novos relatos da defesa tornava a busca e apreensão no domicílio de Bolsonaro uma medida “imprescindível”. Essas ações teriam como principal objetivo garantir a entrega integral das armas de fogo e eliminar qualquer incerteza sobre a existência de armamento que ainda estivesse sob controle do ex-presidente.
A operação aconteceu pela manhã, por volta das 7h, e buscou armas, munições, acessórios e documentos de registro que pudessem ainda estar em posse de Bolsonaro. No entanto, segundo a defesa, a ação resultou em uma busca frustrada, sem a localização de qualquer material. Os agentes da PF deixaram a residência por volta das 8h30, sem encontrar os itens almejados.
Um dia antes da operação, os advogados de Bolsonaro haviam informado ao STF sobre a localização de duas armas que ainda não haviam sido encontradas. De acordo com eles, essas armas registradas estavam sob custódia de órgãos públicos ou tinham suas localizações já comunicadas às autoridades. Um dos advogados, João Henrique de Freitas, criticou a decisão de Moraes e lamentou o fato de um ex-presidente estar sujeito a esse tipo de ação.
Além das informações sobre o paradeiro das armas, a defesa esclareceu que uma espingarda, que se encontrava em uma loja de artigos bélicos no Rio Grande do Sul, não foi levada ao Exército e, portanto, ainda está sob custódia da importadora. A defesa também mencionou que uma pistola Glock apreendida em uma blitz está atualmente sob a responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal.
No total, Jair Bolsonaro registra dez armas, de acordo com uma decisão que cassou seu porte de arma. Das quais, seis estão sob custódia do Exército e foram posteriormente entregues à Polícia Federal. A gestão da localização dessas armas continua a ser uma questão de apuração nas autoridades competentes, em meio à complexidade da situação jurídica que envolve o ex-presidente.
