“É mais uma comprovação de como estamos incomodando o sistema. Eles tentam, a todo momento, interferir nas eleições”, afirmou Flávio, referindo-se à operação como uma manobra para dividir o foco das notícias. O senador criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a busca após a defesa de Bolsonaro ter apresentado informações contraditórias sobre a localização das armas registradas em nome do ex-presidente.
O ministro Moraes considerou a diligência “imprescindível” para garantir o cumprimento da ordem de entrega das armas, ressaltando que as inconsistências nas informações justificavam a ação. A defesa de Bolsonaro mencionou que a busca ocorreu prontamente, com agentes da Polícia Federal chegando ao condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar e verificando os documentos sem encontrar qualquer armamento ou material relevante.
Nos bastidores, aliados do ex-presidente expressaram surpresa com a diligência, uma vez que nos dias anteriores, novos esclarecimentos sobre o paradeiro das armas haviam sido enviados ao STF. A percepção predominante entre os críticos da operação é de que, após os elucidativos apresentados, a ação da polícia poderia ter sido evitada.
Além disso, parlamentares vinculados ao ex-presidente consideraram a busca como um ato de constrangimento e humilhação. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) classificou a operação como uma tentativa de expor publicamente Bolsonaro, enquanto Evair de Melo (Republicanos-ES) referiu-se à situação como uma “espetacularização”.
Diante desse panorama, os líderes do PL decidiram explorar politicamente o episódio, enfatizando que Bolsonaro tem cumprido com as exigências judiciais do STF, ao mesmo tempo que aconselharam evitar reações que possam ser vistas como desrespeitosas às decisões da Corte. A expectativa é que este acontecimento sirva para fortalecer o discurso sobre a manutenção da legalidade e a observância das normas pelas quais o ex-presidente se guia.
