Durante seu discurso, o ministro deixou claro que o Judiciário brasileiro não se intimida diante de ameaças, sejam elas de natureza interna ou externa. Essa afirmação surge como resposta às recentes declarações do secretário de Estado norte-americano, que sugeriu a possibilidade de sanções contra Moraes. A ênfase do ministro é pertinente, considerando que uma sanção a um membro da Suprema Corte seria interpretada como uma afronta não apenas ao indivíduo, mas a toda a instituição e aos valores democráticos consolidados no país.
Moraes ressaltou que o Judiciário está preparado para não apenas enfrentar, mas também repelir qualquer ataque que venha a ocorrer. Para ele, o Brasil, como uma nação soberana, tem a obrigação de proteger seus princípios. Ao abordar o tema da democracia, o ministro afirmou que ela deve ser defendida com decisões firmes e intransigentes, não se permitindo que interferências, especialmente de fora, comprometam o que foi arduamente conquistado.
A cerimônia contou ainda com a participação da atual presidente do TSE, Cármen Lúcia, que se juntou a Moraes em seu discurso, chamando-o de “guerreiro” e destacando seu papel crucial na defesa da democracia durante os desafios enfrentados pelo país. Com a aproximação das eleições de 2022, fica evidente a união das instituições em torno da proteção dos direitos democráticos, enfatizando que a continuidade da ordem democrática é um objetivo que transcende as esferas individuais.
Esse posicionamento do STF, sob a liderança de Moraes, reflete um compromisso decisivo com a manutenção do Estado democrático de direito e a defesa da soberania nacional. A mensagem é clara: o Brasil não se deixará abalar por pressões externas, reafirmando sua força e resiliência diante das adversidades.