Adriane Silva, empreendedora residente no bairro Vista Alegre em Limeira, compartilhou que o cheiro da água tem se intensificado nos últimos dias. “Percebi uma mudança na qualidade e, mesmo utilizando filtro de barro, a água não está adequada para consumo. Após beber, sinto uma ardência na garganta”, declarou. Sua experiência é corroborada por outros moradores da cidade, que também notaram a alteração da água.
Em Paulínia, a arquiteta Mayara Bertussi relatou sensações semelhantes. Ela comentou sobre o “cheiro intenso de mofo”, que se tornou mais pronunciado nos últimos dias. Além das questões de consumo, Mayara observou que a qualidade da água também interfere em atividades cotidianas, como a lavagem de roupas, que ficam impregnadas com o mesmo odor desagradável.
Diante das reclamações, Mayara tentou contato com a Sabesp pelas redes sociais e recebeu a confirmação de que um protocolo foi aberto para averiguar a situação. Nas redes da empresa, inúmeras outras queixas surgiram, evidenciando um padrão de insatisfação semelhante em diferentes cidades, incluindo Hortolândia e Monte Mor.
Em resposta à crescente preocupação da população, a Sabesp afirmou em nota que, embora o gosto e o cheiro da água possam variar, o consumo continua seguro. A companhia garante que as variações são naturais e explicadas pelas características dos mananciais, sustentando que a potabilidade da água é mantida. A Sabesp monitora constantemente seu sistema de abastecimento, realizando mais de 170 mil análises mensais, conforme os padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Além disso, a empresa assegurou estar verificando todas as reclamações registradas em seus canais oficiais.
As preocupações relativas à qualidade da água evidenciam a necessidade de uma comunicação clara e efetiva entre a população e as autoridades responsáveis, especialmente quando se trata de um recurso essencial à saúde e ao bem-estar das comunidades.
