Mobilização Nacional: 12 Cidades Protestam pela Urgência na Votação do Projeto de Lei da Misoginia e Contra Violência às Mulheres

Neste domingo, 2 de agosto de 2026, 12 cidades brasileiras foram palco de manifestações organizadas pelo movimento Levante Mulheres Vivas, que busca pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a colocar em votação o Projeto de Lei 896/2023, popularmente conhecido como PL da Misoginia. A mobilização, parte da campanha nacional #VotaMottaPL89623, foi realizada em locais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Salvador, reunindo um expressivo número de participantes, especialmente na Avenida Paulista, um dos mais icônicos pontos de concentração da cidade.

Durante os atos, a militante Mandi Coelho, que também é pré-candidata a deputada federal pelo PSTU, destacou a grave situação do feminicídio e da violência contra as mulheres no Brasil. Ela criticou a omissão de setores da política nacional, incluindo a extrema direita e grupos centristas no Congresso, que, segundo ela, minimizam dados sobre a violência de gênero e desvalorizam legislações como a Lei Maria da Penha. Coelho argumentou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem deixado de lado as pautas femininas em prol de acordos políticos com o Centrão e setores religiosos.

O PL 896/2023, elaborado pela senadora Ana Paula Lobato, propõe incluir a misoginia na Lei do Racismo, equiparando a aversão às mulheres a crimes de ódio raciais. A proposta, que já recebeu aprovação unânime no Senado, estabelece penas de dois a cinco anos de reclusão e multa para atos discriminatórios motivados por misoginia. Sua tramitação na Câmara, sob a relatoria da deputada Tabata Amaral, obteve a aprovação de regime de urgência, mas ainda não há data marcada para a votação em plenário.

Apesar da pressão popular, a proposta enfrenta resistência de alguns setores da bancada conservadora, que questionam os critérios para a tipificação da misoginia. Para contornar essa situação, um grupo de trabalho foi formado, coordenado por Amaral, com o intuito de buscar um consenso.

Além de lutar pela aprovação do PL, o Levante Mulheres Vivas pede a implementação de uma série de medidas para combater a violência contra mulheres, incluindo a ampliação das Delegacias da Mulher, a criação de casas-abrigo e melhorias na eficácia do sistema de Justiça. O movimento, fundado em dezembro de 2025, tem potencializado a luta contra o feminicídio, convocando a sociedade a se mobilizar em defesa dos direitos das mulheres, em um contexto onde a urgência por mudanças se faz cada vez mais necessária.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo