MISTÉRIO – Pesquisa que aponta JHC na liderança é contestada por empresa citada como contratante – com Jornal Rede Repórter

A empresa RB Dantas Ltda., sediada em Arapiraca, divulgou nesta sexta-feira (26) uma nota à imprensa contestando sua vinculação à pesquisa eleitoral da TDL Pesquisa & Marketing que aponta o ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), com 52% das intenções de voto para o Governo de Alagoas. Segundo a empresa, ela não contratou o levantamento e afirma que seu nome foi utilizado sem autorização.

Na manifestação, a RB Dantas reconhece que, em eleições anteriores, contratou legalmente serviços do Grupo de Pesquisa São Judas Tadeu Ltda. (TDL), mas ressalta que não mantém qualquer contrato vigente ou solicitação de serviço relacionada à pesquisa divulgada recentemente. A empresa sustenta que relações comerciais passadas não autorizam o uso de seus dados cadastrais em novos levantamentos.

A nota também informa que a empresa foi surpreendida com a emissão da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) nº 68, no valor de R$ 47 mil, emitida em 19 de junho de 2026 junto à Secretaria Municipal de Fazenda de Maceió. Conforme a RB Dantas, o documento foi gerado sem autorização, sem contratação do serviço e sem qualquer relação comercial que justificasse o faturamento.

A empresa afirma que não reconhece a nota fiscal, não recebeu a prestação do serviço, não validou o documento e não efetuará pagamento referente ao valor cobrado.

Ainda de acordo com a nota, o departamento jurídico já iniciou medidas para contestar administrativamente a emissão da nota fiscal e solicitar seu cancelamento junto ao município de Maceió. Também será encaminhada notificação extrajudicial ao instituto responsável pela pesquisa, com pedido de esclarecimentos sobre quem solicitou o levantamento, quem autorizou a emissão da nota fiscal em nome da empresa e quem realizou o pagamento pelo serviço, caso ele tenha ocorrido.

A RB Dantas informou ainda que registrará boletim de ocorrência para apuração de possíveis crimes cibernéticos, fiscais e de falsidade ideológica. A empresa também comunicará o caso ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que a nota fiscal utilizada para o registro da pesquisa não possui seu consentimento.

Ao final da nota, a empresa afirma que exigirá a apuração dos fatos e a responsabilização civil, administrativa e criminal de todos os envolvidos, reiterando que jamais autorizou a utilização de seu nome para vincular-se ao levantamento eleitoral divulgado.

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