As autoridades especulam que Alphaville possa ter se envolvido com traficantes de drogas do bairro de Trastevere, um local notoriamente conhecido por atividades ilícitas. Por ter vivido na Europa por anos e ser fluente em quatro idiomas, o brasileiro era visto como um intermediário potencial para turistas e outros clientes estrangeiros que poderiam estar associados a esses criminosos.
O vice-presidente da Associação Penelope, Rocco Micale, que oferece apoio a familiares de desaparecidos na Itália, manifestou esperança de que o caso não termine em tragédia. “As investigações continuam e não queremos acreditar que essa história tenha chegado a um desfecho trágico”, declarou Micale.
Antes de estabelecer-se na Itália, Alphaville residente na Suíça por um breve período, onde recebeu uma proposta de trabalho em Roma. Sua mãe, Letícia Maria Schneider, que vive em Lisboa, recorda-se da última conversa que teve com o filho, por volta das 14h do dia 31. Na ocasião, ele mencionou uma pane em seu carro e confirmou que iria trabalhar. Letícia sugeriu que ele deixasse o veículo e voltasse no dia seguinte com um mecânico, e Alphaville concordou, já que costumavam manter contato regularmente.
Em 15 de janeiro de 2025, a polícia encontrou o carro de Alphaville, um Peugeot de placas portuguesas, na região de Marcigliana. O veículo continha malas, carteira, passaporte e algumas roupas que foram reconhecidas por Letícia como pertencentes ao filho. A perícia, no entanto, não encontrou vestígios de sangue, e desde então, novos indícios sobre o desaparecimento do jovem têm sido escassos.
Micale revelou que, em conjunto com a polícia de Roma, estão se mobilizando para reativar as buscas na área onde o carro foi localizado. “Se conseguirmos encontrar os restos mortais dele, ao menos poderemos oferecer um enterro digno e dar fim ao sofrimento da mãe, que vive um luto suspenso”, explicou, fazendo um apelo à Embaixada do Brasil em Roma e outras autoridades para que se unam às ações de busca. A história de Alphaville Pedrosa de Melo é um triste lembrete da dor que o desaparecimento de um ente querido pode causar e da luta incessante por respostas em meio ao vazio do desconhecido.
