De acordo com Tereza, o Deadline para qualquer mudança de posição ou acordo é 5 de agosto, data que se aproxima rapidamente e que pode ser decisiva para os rumos da corrida eleitoral. “O partido, quando me comunicou sobre a decisão de manter a neutralidade, eu, como integrante, respeitei essa orientação. No entanto, ainda há tempo para diálogo e, portanto, não podemos fechar a porta para possíveis alianças”, relatou a senadora, que também enfatizou a continuidade das conversas entre os partidos.
Ela observou que há membros dentro do Progressistas que ainda estão abertamente a favor de uma colaboração com o PL nas próximas eleições, mas deixou claro que a palavra final caberá ao presidente nacional do seu partido, Ciro Nogueira. “Eu tenho percebido manifestações de executivas que se mostram interessadas em participar dessa construção ao lado do PL, mas a decisão está nas mãos de Ciro, e ele precisa avaliar se ainda há tempo legal para uma mudança de estratégia”, ponderou Tereza Cristina.
Por outro lado, a neutralidade da legenda também afeta outros partidos, como o Republicanos, que, de acordo com dados recentes, decidiu pela mesma posição em 17 de seus 27 diretórios estaduais. Essa postura pode complicar a situação da ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, que é associada ao Republicanos e almejava uma candidatura a vice.
Caso Flávio Bolsonaro e o PL não consigam estabelecer uma aliança viável, os nomes das deputadas federais Júlia Zanatta, de Santa Catarina, e Priscila Costa, do Ceará, já começaram a circular como alternativas potenciais para completar a chapa, ressaltando a dinâmica eleitoral em constante evolução e as diversas possibilidades que ainda estão em aberto.
