Ministro Padilha defende pauta econômica e social no Congresso para reduzir beligerância política

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, fez declarações preocupantes nesta segunda-feira (10) sobre a pauta de votações do Congresso Nacional. Padilha destacou que o governo federal está atento para evitar que os projetos de lei em discussão no Legislativo acirrem a violência política e a beligerância, criando um clima de instabilidade no país.

Durante um encontro que reuniu os líderes do governo na Câmara, no Senado e no Congresso Nacional, além de ministros, Padilha ressaltou a importância de concentrar esforços em temas econômicos e sociais, evitando projetos controversos que possam gerar conflitos e polarização. Ele enfatizou que a prioridade deve ser a busca por soluções para os desafios enfrentados pela sociedade brasileira.

O ministro chamou a atenção para a necessidade de reduzir a beligerância e a intolerância, que, segundo ele, atingiram níveis preocupantes na semana passada. Ele citou o caso da deputada federal Luiza Erundina (PSol-SP), que precisou ser hospitalizada após uma sessão tensa na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, relacionada a um debate sobre tortura durante a ditadura militar.

Alguns projetos polêmicos em tramitação no Congresso, como a proibição da homologação de delações premiadas de pessoas presas, a equiparação do aborto a homicídio e a possível privatização de áreas de acesso às praias, têm gerado controvérsias e discórdias entre os parlamentares.

Padilha defendeu que o Parlamento direcione seus esforços para pautas já em andamento, como o Programa Mover, que trata de mobilidade verde e inovação, o programa Acredita, de acesso a crédito para pessoas de baixa renda, e a regulamentação da reforma tributária, além de outras questões de cunho econômico e social. O ministro solicitou que o Congresso mantenha o foco nessas pautas até o início do recesso parlamentar em julho, evitando assim um cenário de disputas e conflitos que possam prejudicar o avanço do país.

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