Tadeu, que havia sido secretário-executivo do Ministério do Empreendedorismo, assumiu o cargo para substituir Márcio França, que decidiu deixar o ministério na busca por um novo mandato nas próximas eleições. Lula, ao definir sua estratégia de sucessão, determinou que os secretários-executivos viajariam com os ministros que se afastassem, garantindo continuidade nas atividades ministeriais. Essa decisão foi considerada lógica e prática.
Entretanto, a escolha de Tadeu não agradou a todos. Márcio França, ao sair, tinha um candidato em mente para a sua vaga: Maurício Juvenal, atual secretário nacional de Ambiente de Negócios. Por outro lado, João Campos, representante do PSB, pedia a nomeação de Paulo Henrique Pereira, um respeitado professor de Direito e ex-secretário em diversas áreas no governo anterior de Lula.
Diante da iminente mudança, Campos consultou Tadeu Alencar, que, de forma amigável, concordou em manter seu papel executivo caso sua indicação como ministro não se concretizasse. No dia 3 do mês atual, uma surpresa aguardava Tadeu: seu nome constava na lista oficial dos novos ministros publicada no Diário da União. Após a divulgação, Tadeu rapidamente contatou João Campos, que expressou surpresa e sugeriu que poderia ter havido algum mal-entendido. Contudo, levando em consideração que a nomeação foi formalmente assinada por Lula, a dúvida permaneceu.
Já na função de ministro, Tadeu teve um encontro com Lula e outros membros do governo, onde o presidente fez questão de expressar sua simpatia por ele. Mais tarde, surgiram especulações nos meios de comunicação questionando o passado político de Tadeu, que havia votado a favor do impeachment de Dilma Rousseff, levantando questionamentos sobre “qual seria a justificativa para tal decisão”.
Ainda sob a pressão desse contexto, João Campos procurou novamente Tadeu, oferecendo a possibilidade de alocação em outro ministério. Tadeu, já cético em relação à sua situação atual, respondeu sarcasticamente que preferia voltar para casa a aceitar um “enterro de luxo” em outra pasta.
A situação se complicou ainda mais com uma visita de Geraldo Alckmin, vice-presidente e também membro do PSB, que ofereceu a Tadeu uma diretoria na Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial, que pode parecer uma tentativa de garantir um futuro mais sustentável para o ex-ministro. Por ora, Tadeu se mantém em silêncio, enquanto a expectativa gira em torno de Paulo Henrique Pereira, que, a julgar pela atual tendência, deve assumir a pasta do Empreendedorismo. Mas, como a política brasileira frequentemente nos ensina, reviravoltas podem ocorrer a qualquer momento.







