Marinho frisou a necessidade de separar a longevidade de Wagner na liderança das questões relativas às investigações penais. O ministro mencionou que, se estivesse no lugar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, optaria por substituir Wagner no comando da articulação governamental no Senado. Embora tenha apoiado a sugestão de afastamento, ele enfatizou seu respeito pela trajetória política de Wagner e destacou a relação de proximidade entre ambos.
Após o início das investigações, Marinho entrou em contato com Wagner para lhe oferecer solidariedade, lembrando que o senador já havia sido alvo de investigações anteriores que não resultaram em comprovações de culpabilidade. “Eu torço para que de fato não tenha absolutamente nada em relação ao Wagner, que é uma pessoa que a gente gosta e respeita muito”, afirmou o ministro.
Por outro lado, o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também se pronunciou, afirmando que Wagner não teria atuado em favor do Banco Master no Congresso, o que gerou algumas controvérsias sobre a eficácia do senador em seu papel legislativo.
A senadora Simone Tebet (PSB-MT) também se manifestou, sugerindo que a saída de Wagner da liderança poderia reduzir os desgastes do governo Lula. “Para não expor o governo, ele deve solicitar seu afastamento”, disse a ex-ministra.
O Palácio do Planalto se mantém atencioso em relação ao desenrolar desta situação, avaliando os possíveis impactos políticos em um cenário eleitoral já complexo. Wagner se reuniu com Lula nesta quarta-feira no Palácio da Alvorada para discutir sua continuidade ou não à frente da liderança governamental no Senado. Essa é uma situação que poderá repercutir no futuro político do senador e no próprio governo.





